A Operação A Rede mobilizou o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na manhã desta terça-feira (30) para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias, invasões de sistemas informáticos e lavagem de dinheiro. Ao todo, as equipes cumpriram 182 ordens judiciais em diversas cidades do Paraná e prenderam integrantes apontados como responsáveis por um esquema milionário.
O Núcleo Regional de Ponta Grossa do Gaeco coordenou a segunda fase da operação com apoio da Polícia Civil e da Polícia Científica do Paraná.
Durante a ofensiva, as equipes cumpriram seis mandados de prisão preventiva e 49 mandados de busca e apreensão. Além disso, a Justiça autorizou quebras de sigilo telefônico, o sequestro de valores em contas bancárias de 24 investigados e o bloqueio de veículos e imóveis.
As diligências ocorreram em Ponta Grossa, Carambeí, Arapoti, Foz do Iguaçu, Apucarana e Fazenda Rio Grande.
Segundo o Ministério Público, as medidas buscam interromper imediatamente os ataques praticados contra vítimas e também proteger recursos públicos.
As investigações começaram após a descoberta de uma falsa central telefônica instalada em uma chácara de Ponta Grossa.
Conforme o Gaeco, a quadrilha mantinha uma estrutura altamente organizada. Enquanto operadores se passavam por funcionários de bancos, hackers invadiam as contas das vítimas e transferiam o dinheiro em tempo real.
Na sequência, o grupo distribuía os valores entre contas de empresas de fachada e de pessoas usadas como “laranjas”. Dessa forma, os criminosos dificultavam o rastreamento do dinheiro.
Além disso, programadores desenvolviam páginas falsas que imitavam os sistemas oficiais das instituições financeiras. Eles também criavam ferramentas capazes de travar computadores e facilitar o acesso às contas bancárias.
Durante a investigação, o Gaeco descobriu que a organização havia infectado computadores do setor financeiro da Prefeitura de Manfrinópolis.
Segundo o Ministério Público, os criminosos planejavam desviar mais de R$ 2 milhões dos cofres públicos. No entanto, a atuação das equipes impediu que o golpe fosse executado.
As apurações também revelaram que a quadrilha atacava escolas e entidades filantrópicas. Em conversas interceptadas, os investigados debochavam das vítimas e exibiam comprovantes de transferências e grandes quantias em dinheiro.
De acordo com o Gaeco, os integrantes da organização utilizavam os recursos obtidos com os crimes para manter uma rotina de luxo.
Entre os gastos identificados aparecem viagens internacionais, voos em jatos particulares, passeios de jet ski e a compra de veículos importados.
Agora, os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, furto qualificado mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro.
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